sexta-feira, 24 de abril de 2015

Poesia e libertação

Maldição

“Se por vinte anos, nesta furna escura,
Deixei dormir a minha maldição,
- Hoje, velha e cansada da amargura,
Minh’alma se abrirá como um vulcão.

E, em torrentes de cólera e loucura,
Sobre a tua cabeça ferverão
Vinte anos de silêncio e de tortura,
Vinte anos de agonia e solidão...

Maldita sejas pelo Ideal perdido!
Pelo mal que fizeste sem querer!
Pelo amor que morreu sem ter nascido!

Pelas horas vividas sem prazer!
Pela tristeza do que eu tenho sido!
Pelo esplendor do que eu deixei de ser!...”

Olavo Bilac, in “Poesias”


Se ontem eu chorei, vertendo minha alma em torrentes; se hoje meus olhos brilham escuros, com o brilho de um diamante perdido; amanhã eles estarão secos, como era a velha pedra antes da água começar a brotar.

3 Cochichos atrás da porta:

Latinha disse...

Poxa, perfeito!!!

Grande abraço...

Marcos Campos disse...

Super !!

Anônimo disse...

Achei esse blog Ontem
acho q me apaixonei pelo o que vc escreve muito bom<3

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