quarta-feira, 22 de abril de 2015

A fuga

Como eu disse no post anterior, eu venho tentado me distrair com coisas cotidianas pra evitar ter que pensar nas coisas que não quero. Essa coisa de que a dor tem que ser sentida, ela pode funcionar muito bem, mas não é o que eu quero nesse momento. Eu já sofri demais. O que eu quero é esquecer e seguir em frente. Quem sabe se no futuro, em algum lugar, de algum jeito, algo melhor me aguarda. 

E pra evitar lembrar eu também tenho evitando esse lugar. O Quarto Fechado. E por consequência eu me afastei de todos os outros blogs que eu sigo. Infelizmente. 


Nunca fui o leitor mais participativos nos blogs que sigo e gosto, mas estava sempre por aí, lendo e conhecendo um pouco mais de cada uma das pessoas dessa vila virtual. 

Acabei evitando tudo isso pois era inevitável os pensamentos virem. Encontrar minha história na história de cada um. A folha de papel em branco me chamar e eu mais uma vez sangrar sobre ela, quando na verdade estou tentando fechar as feridas. 

Mas as coisas já estão melhor hoje. Eu já me permito voltar aqui pra ser brega ao falar de amor e destilar analogias baratas sobre meus sentimentos. Faço isso não sem sofrer, mas já, mais uma vez forte o suficiente. Permitindo me iludir que todos os tuneis escuros tem uma saída. 

Nuca esqueci desse lugar, só não queria destilar toda a minha tristeza nas minhas palavras, por isso o silêncio. Por mais que possa não parecer, ultimamente sou uma pessoa positiva. 

Embora as fugas ainda estejam aqui, sempre que eu preciso. 

Se fujo da tristeza é porque já senti demais. E porque, apesar de todo o sofrimento o coração sempre acha um jeito de ainda ter esperanças. E esperança é tudo que eu não quero ter agora.

Esse jogo acabou, antes que eu pudesse fazer minhas jogadas. Só me resta levantar da mesa e partir para o próximo jogo. 

Ele está com quem ele escolheu. Se eles foram feitos um para outro, se ele está feliz, se vai dar certo... nada disso me diz mais respeito. Eu não quero ser aquele cara que está sempre esperando. Não quero ser a pessoa que torce pelo relacionamento alheio dar errado. Não quero ser o cara sozinho e melancólico, vagando entre relações superficiais sem nunca se envolver de verdade. Eu mereço mais do que isso. Eu também mereço meu felizes para sempre. 

Não vou mentir, vestir um capuz de perfeição que não me serve. Eu não torço pra ele ser feliz com o outro. Na verdade, nesse momento, estou usando todo meu esforço pra esquece-lo e não ter nenhum sentimento por ele. Bom ou ruim. Só quando eu souber que não me importo mais com o que acontece na sua vida, quando eu deixar de me importar, eu saberei que superei. 

E agora, quando ele me liga ou manda mensagem falando bobagens, me cobrando uma visita, falando de coisas cotidianas... eu finjo que não percebo que é um pedido de ajuda. Finjo desinteresse, crio uma distância. Pois ele não grita por mim, ele só quer alguém com quem possa se distrair dos problemas, talvez pra apoiar as burradas que ele fez. 

E mesmo quando ele reclama pra alguém que eu tenho estado distante, e meu coração se derrete como sorvete no sol. Mesmo quando eu sei que ele precisa de ajuda, e cada molécula do meu ser quer me levar por instinto a ajuda-lo. Mesmo quando eu encontro alguém que já lhe vez algum mal e minha mão se fecha querendo meu punho naquela cara. Mesmo quando eu lembro que um dia eu já tive certeza que ele gostou de mim. Mesmo assim eu paro e apenas observo. 

E assim eu fujo. 

4 Cochichos atrás da porta:

Ro Fers disse...

Fases e consequências da vida.....
Abraços

Latinha disse...

Super entendo esse post, mas mesmo fugir tem uma hora que cansa, então o jeito é encarar [do jeito que dá] a realidade e seguir em frente...

E assim a gente gira a roda da vida!

Abração.

Homem, Homossexual e Pai disse...

Sam, seu texto, seu depoimento são fantasticos, eu tb muitas vezes preferi fujir, enão ha nada de mal nisto... mas sua volta e o que tem feito, que descreve tãobem no ultimo paragrafo, é umsinal de maturidade interessantes, que demorei decadas para atingir! boa sorte!

Lobo disse...

Acho que já disse que gosto muito dos seus textos né? Se não, digo e repito.

Sobre a fuga, não vejo problema. É uma decisão que a gente toma. Não tem decisão certa ou errada nessa vida. É seguir em frente.

Um beijo pra você.

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