terça-feira, 9 de dezembro de 2014

As palavras noturas


O dia já dá os últimos suspiros de vida. No silêncio da hora mais escura, o silêncio ruidoso que amplifica cada som, eu me sento para escrever. 

Durante o dia muitas palavras me surgem. Pensamentos, planos, desejos, conversas, respostas, perguntas. Poucas são as chances para salvá-las antes que morram. Poucas as chances de flagrá-las, congela-as e eternizá-las. 

Durante o dia me escorrem as palavras. Poucas são retidas e conservadas. Pouco me resta para escrever quando o dia dá lugar a outro. Quando eu me sento, sozinho, tentando recuperá-las. 

Preciso de mais tempo, penso. Não. Preciso de mais tinta e papel.

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