quarta-feira, 20 de abril de 2011

Sobre o que eu não faço

Eu tenho 18 anos recém completados e preciso revelar uma coisa antes de tudo para que você me compreenda melhor: eu sou virgem.

Não sei até que ponto isso é importante pra você definir uma pessoa, mas com certeza isso é muito importante para eu me definir.

Eu me pego refletindo sobre até que ponto uma coisa que você nunca fez pode revelar sobre você. Se eu disser que eu nunca pulei de pára-quedas, nunca escalei uma montanha, nunca escrevi um livro, nem tive filhos ou plantei uma árvore, você talvez não me entenda. Por que eu citaria algo que eu não fiz se estou tentando me definir? Mas se eu disser que nunca fiz sexo isso sim seria importante e te ajudaria a dizer que tipo de pessoa eu sou. 


Pra ser mais sincero ainda, eu também reflito às vezes sobre o real valor que eu dou a isso. Isso é importante porque eu acho importante ou porque as outras pessoas julgam importante? Isso é importe porque sou adolescente e meus hormônios pedem isso, ou eu ainda julgaria importante sem tê-los? Eu não sou bom filósofo ou psicólogo, por isso nunca cheguei a uma boa conclusão sobre esse assunto.

Mas o fato é que um cara de 18 anos virgem pode no mínimo se chamar de perdedor. Veja bem, eu sou virgem não por causa da minha religião ou qualquer seita que eu pratico. Não é uma filosofia de vida nem uma promessa. Eu nunca decidi isso e nunca escolhi essa opção. Agora analise: sou ou não sou perdedor?

Mas não me entenda mal. Talvez você pense que eu dou mais importância a isso do que realmente dou. Não sou um cara frustrado nem me martirizo por ser virgem. Nem me acho realmente um perdedor. É só que eu não poderia dizer o que sou sem antes dizer o que eu não sou. 

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